A revista Veja vem mais uma vez difamando as classes proletárias, a fim de manipular a opinião pública do país e se conservar - e a seus colaboradores - no poder.
Há pouco tempo, A Veja publicou uma matéria em que declarava que os integrantes do Movimento de Luta pela Terra - MLT - falsificavam documentos afim de receber benefícios de programas governamentais, também acusava esse movimento de possuir membros que são ex presidiários - de batedores de carteira a estrupadores - e também de praticar táticas de guerrilha.
Em 24 de janeiro, o MLT completou vinte e cinco anos de existência, marcados por lutas, protestos, mortes, ocupaçãoes. Formados inicialmente por camponeses prejudicados pela lavoura de cacau no sul da Bahia.
Ora, se é sabido que os pequenos agricultores foram expulsos de suas terras por grandes latifundiários, largados à própria mercê, tendo que sustentar suas famílias e sem ter onde plantar. Esses camponeses se uniram e foram em busca de seus direitos, mas pouco adiantou, pois sabemos que a polícia age de acordo com a vontade de quem está no poder, e nisso reprime a voz dos protestantes, e tendo para isso muitos veículos de comunicação que os apoiam, como a própria revista Veja, a Rede Globo e tantas outras mídias capitalistas que mostram uma visão unilateral para conquistar seus interesses.
Esses fatos nos remetem aos tempos da ditadura militar, em que quando alguém protestava, era severamente reprimido e os comunistas eram tidos como criminosos, fugitivos da justiça e quando encontrados, torturados e levados à morte.
É também em nome de lutas passada que nós não devemos nos deixar oprimir e ir àluta e agir, para que essas bodas de prata não se tranformem em bodas de ouro.
sábado, 18 de abril de 2009
Aos meus professores
Quero dizer que devo muito a vocês, das várias escolas em que estudei, conheci diversos professores que me ajudaram a crescer como ser humano, a ver o mundo, a ler, a escrever, enfim, devo muito do que sou hoje a vocês.
Devo agradecer à professora que guiou a minha mão no lápis, que me ensinou a reconhecer os símbolos que representam as letras do alfabeto e que não se cansava de ditar as palavras: "abecedário, bambolê, carro, dama, helicóptero, marionete, nariz" e tantas outras palavras que para mim eram um mundo novo.
Devo mostrar meu reconhecimento em especial aos meus professores de escola pública - ou seja, a maioria - até porque a educação no Brasil é algo tão difícil e complexo de se compreender, de se chegar a uma conclusão concreta sobre seus objetivos e ainda mais difícil de se passar da burocracia do MEC para a prática nas salas de aula, que realmente é uma vitória que estes professores com tão baixos salários e tão escassos recursos tecnológicos dêêm aulas para turmas com mais de quarenta alunos e que muitas vezes pela diferença de graus de aprendizagem de cada um, tenham que vagar com lentidão no assunto para que todos os alunos possam compreender.
Quero agradecer aos professores que me apoiaram, que me deram palavras de estímulo e confiança sempre atentos aos meus passos vacilantes.
E até mesmo aqueles professores com os quais eu não simpatizei - ou que não simpatizaram comigo - pois me fizeram sentir os pés firmes no chão e a encarar meus medos e desafios com toda a força possível.
Obrigado professores, vocês são os verdadeiros heróis desse país.
Devo agradecer à professora que guiou a minha mão no lápis, que me ensinou a reconhecer os símbolos que representam as letras do alfabeto e que não se cansava de ditar as palavras: "abecedário, bambolê, carro, dama, helicóptero, marionete, nariz" e tantas outras palavras que para mim eram um mundo novo.
Devo mostrar meu reconhecimento em especial aos meus professores de escola pública - ou seja, a maioria - até porque a educação no Brasil é algo tão difícil e complexo de se compreender, de se chegar a uma conclusão concreta sobre seus objetivos e ainda mais difícil de se passar da burocracia do MEC para a prática nas salas de aula, que realmente é uma vitória que estes professores com tão baixos salários e tão escassos recursos tecnológicos dêêm aulas para turmas com mais de quarenta alunos e que muitas vezes pela diferença de graus de aprendizagem de cada um, tenham que vagar com lentidão no assunto para que todos os alunos possam compreender.
Quero agradecer aos professores que me apoiaram, que me deram palavras de estímulo e confiança sempre atentos aos meus passos vacilantes.
E até mesmo aqueles professores com os quais eu não simpatizei - ou que não simpatizaram comigo - pois me fizeram sentir os pés firmes no chão e a encarar meus medos e desafios com toda a força possível.
Obrigado professores, vocês são os verdadeiros heróis desse país.
sábado, 7 de março de 2009
TUDO MUDO E SEM AÇÃO
TássioTelles
De mim, tudo só saiu isso.
Cabeça cheia que não transbordo.
Tanto a escrever que não consigo nem isso.
Com tudo, pelo menos o início.
Mas o início não é tudo.
Para o tudo tem a inspiração.
Pois sem ela tudo fica mudo,
Ficando tudo mudo, fica sem ação.
Para a inspiração só a paixão.
Por qualquer coisa que seja,
Basta abrir o coração.
Seu e nossos. E veja.
A inspiração,
A paixão,
O coração,
Nas letras.
TássioTelles
De mim, tudo só saiu isso.
Cabeça cheia que não transbordo.
Tanto a escrever que não consigo nem isso.
Com tudo, pelo menos o início.
Mas o início não é tudo.
Para o tudo tem a inspiração.
Pois sem ela tudo fica mudo,
Ficando tudo mudo, fica sem ação.
Para a inspiração só a paixão.
Por qualquer coisa que seja,
Basta abrir o coração.
Seu e nossos. E veja.
A inspiração,
A paixão,
O coração,
Nas letras.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Eu, etiqueta - Carlos Drummond de Andrade
Em minha calça está grudado um nome
Meu blusão traz lembrete de bebida
Que jamais pus na boca, nessa vida,
Em minha camiseta, a marca de cigarro
Que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produtos
Que nunca experimentei
Mas são comunicados a meus pés.
Meu tênis é proclama colorido
De alguma coisa não provada
Por este provador de longa idade.
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
Minha gravata e cinto e escova e pente,
Meu copo, minha xícara,
Minha toalha de banho e sabonete,
Meu isso, meu aquilo.
Desde a cabeça ao bico dos sapatos,
São mensagens,
Letras falantes,
Gritos visuais,
Ordens de uso, abuso, reincidências.
Costume, hábito, permência,
Indispensabilidade,
E fazem de mim homem-anúncio itinerante,
Escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É duro estar na moda
ainda que estar na moda
Seja negar minha identidade,
Trocá-la por mil, açambarcando
Todas as marcas registradas,
Todos os logotipos do mercado.
Com que inocência demito-me de ser
Eu que antes era e me sabia
Tão diverso de outros, tão mim mesmo,
Ser pensante sentinte e solitário
Com outros seres diversos e conscientes
De sua humana, invencível condição.
Agora sou anúncio
Ora vulgar ora bizarro.
Em língua nacional ou em qualquer língua
(Qualquer principalmente.)
E nisto me comprazo, tiro glóriaDe minha anulação.
Não sou - vê lá - anúncio contratado.
Eu é que mimosamente pago
Para anunciar, para vender
Em bares festas praias pérgulas piscinas,
E bem à vista exibo esta etiqueta
Global no corpo que desiste
De ser veste e sandália de uma essência
Tão viva, independente,
Que moda ou suborno algum a compromete.
Onde terei jogado fora
Meu gosto e capacidade de escolher,
Minhas idiossincrasias tão pessoais,
Tão minhas que no rosto se espelhavam
E cada gesto, cada olhar
Cada vinco da roupa
Resumia uma estética.
Hoje, sou costurado,
Sou tecido,
Sou gravado de forma universal,
Saio da estamparia, não de casa,
Da vitrine me tiram, recolocam,
Objeto pulsante mas objeto
Que se oferece como signo dos outros
Objetos estáticos, tarifados.
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
De ser não eu, mas artigo industrial,
Peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem.
Meu nome novo é Coisa.
Que não é meu de batismo ou de cartório
Um nome... estranho.Meu blusão traz lembrete de bebida
Que jamais pus na boca, nessa vida,
Em minha camiseta, a marca de cigarro
Que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produtos
Que nunca experimentei
Mas são comunicados a meus pés.
Meu tênis é proclama colorido
De alguma coisa não provada
Por este provador de longa idade.
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
Minha gravata e cinto e escova e pente,
Meu copo, minha xícara,
Minha toalha de banho e sabonete,
Meu isso, meu aquilo.
Desde a cabeça ao bico dos sapatos,
São mensagens,
Letras falantes,
Gritos visuais,
Ordens de uso, abuso, reincidências.
Costume, hábito, permência,
Indispensabilidade,
E fazem de mim homem-anúncio itinerante,
Escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É duro estar na moda
ainda que estar na moda
Seja negar minha identidade,
Trocá-la por mil, açambarcando
Todas as marcas registradas,
Todos os logotipos do mercado.
Com que inocência demito-me de ser
Eu que antes era e me sabia
Tão diverso de outros, tão mim mesmo,
Ser pensante sentinte e solitário
Com outros seres diversos e conscientes
De sua humana, invencível condição.
Agora sou anúncio
Ora vulgar ora bizarro.
Em língua nacional ou em qualquer língua
(Qualquer principalmente.)
E nisto me comprazo, tiro glóriaDe minha anulação.
Não sou - vê lá - anúncio contratado.
Eu é que mimosamente pago
Para anunciar, para vender
Em bares festas praias pérgulas piscinas,
E bem à vista exibo esta etiqueta
Global no corpo que desiste
De ser veste e sandália de uma essência
Tão viva, independente,
Que moda ou suborno algum a compromete.
Onde terei jogado fora
Meu gosto e capacidade de escolher,
Minhas idiossincrasias tão pessoais,
Tão minhas que no rosto se espelhavam
E cada gesto, cada olhar
Cada vinco da roupa
Resumia uma estética.
Hoje, sou costurado,
Sou tecido,
Sou gravado de forma universal,
Saio da estamparia, não de casa,
Da vitrine me tiram, recolocam,
Objeto pulsante mas objeto
Que se oferece como signo dos outros
Objetos estáticos, tarifados.
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
De ser não eu, mas artigo industrial,
Peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem.
Meu nome novo é Coisa.
Eu sou a Coisa, coisamente.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Vida moderna - Luís Fernando Veríssimo
Dizem que todos os dias você deve comer uma maçã por causa do ferro. E uma banana pelo potássio. E também uma laranja pela vitamina C. Uma xícara de chá verde sem açúcar para prevenir a diabetes.
Todos os dias deve-se tomar ao menos dois litros de água. E uriná-los, o que consome o dobro do tempo.
Todos os dias deve-se tomar um Yakult pelos lactobacilos (que ninguém sabe bem o que é, mas que aos bilhões, ajudam a digestão).
Cada dia uma Aspirina, previne infarto. Uma taça de vinho tinto também. Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso. Um copo de cerveja, para... não lembro bem para o que, mas faz bem.
O benefício adicional é que se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e tiver um derrame, nem vai perceber.
Todos os dias deve-se comer fibra. Muita fibra.Fibra suficiente para fazer um pulôver.
Você deve fazer entre quatro e seis refeições leves diariamente. E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada. Só para comer, serão cerca de cinco horas do dia...
E não esqueça de escovar os dentes depois de comer.
Ou seja, você tem que escovar os dentes depois da maçã, da banana, da laranja, das seis refeições e enquanto tiver dentes, passar fio dental, massagear a gengiva, escovar a língua e bochechar com Plax.
Melhor, inclusive, ampliar o banheiro e aproveitar para colocar um equipamento de som, porque entre a água, a fibra e os dentes, você vai passar ali várias horas por dia.
Há que se dormir oito horas por noite e trabalhar outras oito por dia, mais as cinco comendo são vinte e uma. Sobram três, desde que você não pegue trânsito.
As estatísticas comprovam que assistimos três horas de TV por dia. Menos você, porque todos os dias você vai caminhar ao menos meia hora (por experiência própria, após quinze minutos dê meia volta e comece a voltar, ou a meia hora vira uma).
E você deve cuidar das amizades, porque são como uma planta: devem ser regadas diariamente, o que me faz pensar em quem vai cuidar delas quando eu estiver viajando.
Deve-se estar bem informado também, lendo dois ou três jornais por dia para comparar as informações.
Ah! E o sexo !
Todos os dias, tomando o cuidado de não se cair na rotina. Há que ser criativo, inovador para renovar a sedução. Isso leva tempo e nem estou falando de sexo tântrico.
Também precisa sobrar tempo para varrer, passar, lavar roupa, pratos e espero que você não tenha um bichinho de estimação. Na minha conta são 29 horas por dia.
A única solução que me ocorre é fazer várias dessas coisas ao mesmo tempo!!!
Por exemplo, tomar banho frio com a boca aberta, assim você toma água e escova os dentes.
Chame os amigos junto com os seus pais.
Beba o vinho, coma a maçã e a banana junto com a sua mulher na cama.
Ainda bem que somos crescidinhos, senão ainda teria um Danoninho e se sobrarem 5 minutos, uma colherada de leite de magnésia.
Agora tenho que ir.
É o meio do dia, e depois da cerveja, do vinho e da maçã, tenho que ir ao banheiro.
E já que vou, levo um jornal...
Tchau....
Se sobrar um tempinho, me manda um e-mail.
Todos os dias deve-se tomar ao menos dois litros de água. E uriná-los, o que consome o dobro do tempo.
Todos os dias deve-se tomar um Yakult pelos lactobacilos (que ninguém sabe bem o que é, mas que aos bilhões, ajudam a digestão).
Cada dia uma Aspirina, previne infarto. Uma taça de vinho tinto também. Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso. Um copo de cerveja, para... não lembro bem para o que, mas faz bem.
O benefício adicional é que se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e tiver um derrame, nem vai perceber.
Todos os dias deve-se comer fibra. Muita fibra.Fibra suficiente para fazer um pulôver.
Você deve fazer entre quatro e seis refeições leves diariamente. E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada. Só para comer, serão cerca de cinco horas do dia...
E não esqueça de escovar os dentes depois de comer.
Ou seja, você tem que escovar os dentes depois da maçã, da banana, da laranja, das seis refeições e enquanto tiver dentes, passar fio dental, massagear a gengiva, escovar a língua e bochechar com Plax.
Melhor, inclusive, ampliar o banheiro e aproveitar para colocar um equipamento de som, porque entre a água, a fibra e os dentes, você vai passar ali várias horas por dia.
Há que se dormir oito horas por noite e trabalhar outras oito por dia, mais as cinco comendo são vinte e uma. Sobram três, desde que você não pegue trânsito.
As estatísticas comprovam que assistimos três horas de TV por dia. Menos você, porque todos os dias você vai caminhar ao menos meia hora (por experiência própria, após quinze minutos dê meia volta e comece a voltar, ou a meia hora vira uma).
E você deve cuidar das amizades, porque são como uma planta: devem ser regadas diariamente, o que me faz pensar em quem vai cuidar delas quando eu estiver viajando.
Deve-se estar bem informado também, lendo dois ou três jornais por dia para comparar as informações.
Ah! E o sexo !
Todos os dias, tomando o cuidado de não se cair na rotina. Há que ser criativo, inovador para renovar a sedução. Isso leva tempo e nem estou falando de sexo tântrico.
Também precisa sobrar tempo para varrer, passar, lavar roupa, pratos e espero que você não tenha um bichinho de estimação. Na minha conta são 29 horas por dia.
A única solução que me ocorre é fazer várias dessas coisas ao mesmo tempo!!!
Por exemplo, tomar banho frio com a boca aberta, assim você toma água e escova os dentes.
Chame os amigos junto com os seus pais.
Beba o vinho, coma a maçã e a banana junto com a sua mulher na cama.
Ainda bem que somos crescidinhos, senão ainda teria um Danoninho e se sobrarem 5 minutos, uma colherada de leite de magnésia.
Agora tenho que ir.
É o meio do dia, e depois da cerveja, do vinho e da maçã, tenho que ir ao banheiro.
E já que vou, levo um jornal...
Tchau....
Se sobrar um tempinho, me manda um e-mail.
domingo, 5 de outubro de 2008
A vida e o tempo Viviane Mosé
acho que a vida anda passando a mão em mim
a vida anda passando a mão em mim
acho que a vida anda passando
a vida anda passando
acho que a vida anda
a vida anda em mim
acho que há vida em mim
a vida em mim anda passando
acho que a vida anda passando a mão em mim
e por falar em
quem anda me comendoé o tempo
na verdade faz tempo
mas eu escondia
porque ele me pegava à força e por trás
um dia resolvi encará-lo de frente e disse: tempo
se você tem que me comer
que seja com o meu consentimento
e me olhando nos olhos
acho que ganhei o tempo
de lá pra cá ele tem sido bom comigo
dizem que ando até remoçando.
a vida anda passando a mão em mim
acho que a vida anda passando
a vida anda passando
acho que a vida anda
a vida anda em mim
acho que há vida em mim
a vida em mim anda passando
acho que a vida anda passando a mão em mim
e por falar em
quem anda me comendoé o tempo
na verdade faz tempo
mas eu escondia
porque ele me pegava à força e por trás
um dia resolvi encará-lo de frente e disse: tempo
se você tem que me comer
que seja com o meu consentimento
e me olhando nos olhos
acho que ganhei o tempo
de lá pra cá ele tem sido bom comigo
dizem que ando até remoçando.
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Anjos negros - Shirley Pimentel de Souza
As “pragas devastadoras” invadiram a Diáspora,
E embranqueceram nossa cultura.
Transformaram em vovós e vovôs,
Nossas iaiás e ioiôs.
Instituíram um “bem” branco
E um “mal” negro...
Uma “paz” branca,
E um “luto” negro...
Almas brancas que vão pro céu,
Almas negras, pro inferno.
Deuses brancos que são benéficos,
Deuses negros que são maléficos...
Anjos brancos que são “cristos”,
Anjos negros que são demônios.
Chega!!!
A negritude dá seu grito de desabafo!
As crianças negras querem anjos da guarda negros.
O povo negro quer magia negra.
O povo negro quer cultura negra!
Repudiamos sua prepotência,
Repudiamos sua divisão racial,
Repudiamos sua aquarela racista.
Queremos anjos negros!
Faremos um “bem negro”.Somos povo N E G R O!!!
E embranqueceram nossa cultura.
Transformaram em vovós e vovôs,
Nossas iaiás e ioiôs.
Instituíram um “bem” branco
E um “mal” negro...
Uma “paz” branca,
E um “luto” negro...
Almas brancas que vão pro céu,
Almas negras, pro inferno.
Deuses brancos que são benéficos,
Deuses negros que são maléficos...
Anjos brancos que são “cristos”,
Anjos negros que são demônios.
Chega!!!
A negritude dá seu grito de desabafo!
As crianças negras querem anjos da guarda negros.
O povo negro quer magia negra.
O povo negro quer cultura negra!
Repudiamos sua prepotência,
Repudiamos sua divisão racial,
Repudiamos sua aquarela racista.
Queremos anjos negros!
Faremos um “bem negro”.Somos povo N E G R O!!!
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