Catar feijão se limita com escrever:
Jogam-se os grãos na água do alguidar
E as palavras na da folha de papel;
e depois, joga-se fora o que boiar.
Certo, toda palavra boiará no papel,
água congelada, por chumbo seu verbo;
pois catar esse feijão, soprar nele,
e jogar fora o leve e oco, palha e eco.
2.
Ora, nesse catar feijão entra um, risco
o de que entre os grão pesados entre
um grão imastigável, de quebrar dente.
Certo não, quando ao catar palavras:
a pedra dá à frase seu grão mais vivo:
obstrui a leitura fluviante, flutual,
açula a atenção, isca-a com risco
sábado, 19 de setembro de 2009
domingo, 6 de setembro de 2009
Não te amo mais - Clarice Lispector
Não te amo mais
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero com sempre quis
Tenh certeza que
Nada foi em vão
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada
Não poderia mais dizer que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
Eu te amo!
Sinto mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais...
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero com sempre quis
Tenh certeza que
Nada foi em vão
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada
Não poderia mais dizer que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
Eu te amo!
Sinto mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais...
Figuras de linguagem presentes na poesia
Metáfora:
É importante porque confere à poesia um outro sentido completamente diferente daquele que as palavras realmente significam, exigindo do leitor uma atenta interpretação do poema
Ironia:
Julgo a ironia importante porque a encontro em muitas das poesias que leio e geralmente a encontro muto bem empregada, me fazendo refletir de forma crítica sobre algum acontecimento do dia-a-dia.
Hipérbole:
Creio que essa figura de linguagem anda de mãos dadas com a ironia na escrita poética. A sensação que ela me causa é a de uma viagem de sentidos, que altera completamente a minha percepção.
É importante porque confere à poesia um outro sentido completamente diferente daquele que as palavras realmente significam, exigindo do leitor uma atenta interpretação do poema
Ironia:
Julgo a ironia importante porque a encontro em muitas das poesias que leio e geralmente a encontro muto bem empregada, me fazendo refletir de forma crítica sobre algum acontecimento do dia-a-dia.
Hipérbole:
Creio que essa figura de linguagem anda de mãos dadas com a ironia na escrita poética. A sensação que ela me causa é a de uma viagem de sentidos, que altera completamente a minha percepção.
Palavras - chave de escolas literárias
Classicismo:
Renascimento; prosa; Camões; Os Lusíadas; Era clássica da literatura portuguesa.
Quinhentismo:
século XVI; colonização portuguesa; José de Anchieta
Barroco:
Boca do Inferno; sátira; dualismo; hipérbole
Arcadismo:
natureza; simplicidade; bucolismo; Arcádia; fugere urbem
Renascimento; prosa; Camões; Os Lusíadas; Era clássica da literatura portuguesa.
Quinhentismo:
século XVI; colonização portuguesa; José de Anchieta
Barroco:
Boca do Inferno; sátira; dualismo; hipérbole
Arcadismo:
natureza; simplicidade; bucolismo; Arcádia; fugere urbem
A dualidade humana no conto "A igreja do diabo"
As pessoas estão sempre em busca de algo que as satisfaça, isso não significa que elas tenham que recorrer à algo "mau" para que possam realizar isso. É o que fica bem claro no conto de Machado de Assis. O diabo decide fundar uma igreja, com todas as suas normas e regras, em certo ponto da história ele descobre que seus "fiéis" estão descumprindo seus preceitos religiosos, dando esmolas a pobres, guardando dias santos. Via ter uma conversa com Deus e este diz tratar - se da eterna contradição humana.Trechos irônicos do conto "A igreja do diabo"
"Embora os seus lucros fossem contínuos e grandes, sentia - se humilhado com o papel avulso que exercia desde séculos, sem organização, sem regras, sem canônes, sem ritual, sem nada."
"Recolhei primeiro esse bom velho; dai - lhe o melhor lugar, mandai que as mais afinadas cítaras e alaúdes o recebam com os mais divinos coros..."
"Nada mais curioso, por exemplo, do que a definição que ele dava da fraude. Chamava - lhe o braço esquerdo do homem; o braço direito era a força; e concluía: Muitos homens são canhotos, eis tudo. Ora, ele não exigia que todos fossem canhotos; não era exclusivista. Que uns fossem canhotos, outros destros; aceitava atodos, menos os que não fossem nada."
"Recolhei primeiro esse bom velho; dai - lhe o melhor lugar, mandai que as mais afinadas cítaras e alaúdes o recebam com os mais divinos coros..."
"Nada mais curioso, por exemplo, do que a definição que ele dava da fraude. Chamava - lhe o braço esquerdo do homem; o braço direito era a força; e concluía: Muitos homens são canhotos, eis tudo. Ora, ele não exigia que todos fossem canhotos; não era exclusivista. Que uns fossem canhotos, outros destros; aceitava atodos, menos os que não fossem nada."
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Foreign (Estrangeiro)
O dicionário Aurélio descreve xenofobia como aversão a pessoas e coisas estrangeiras. Em diversas ocasiões na História, um povo para dominar outro, fazia com que este se desapropriasse da sua cultura, aí incluindo: sua música, sua literatura, sua culinária e, fatalmente sua língua.
Ora, sabemos que para a real integração entre as diversas nações, é necessário que várias culturas se miscigenem, completando assim as partes de um todo, e perceber que a cultura do outro não é melhor nem pior que a minha.
Se na variedade de conteúdo que encontramos na internet, encontramos estrangeirismos, é porque determinada informação foi transmitida a outros países com palavras dificilmente "traduzíveis".
É cabível lembrar também que nenhuma tradução é fiel ao seu sentido original, daí expressões como "high - tech" ou "design" perderem parte do seu sentido se traduzidas para outra língua.
Deve - se lembrar também que qualquer tentativa de manipular o que a imprensa transmite, é um atentado contra a liberdade de expressão, que é assegurada pela Constituição Federal, a imprensa tem o livre arbítrio - nem sempre tão bem utilizado - para escrever o que quiser, é claro, sem ferir os direitos individuais de cada um.
Chega até a ser risório que, caso a lei Aldo Rebelo seja aprovada, que a população deixará de usar estrangeirismos. Imagine uma dona de casa indo ao supermercado para comprar um sabonete LUX e se deparar com a palavra LUXO entre parênteses do lado.
Não devemos também esquecer que nenhuma língua é dona de si, ela é uma mistura com várias outras línguas surgidas antes. Por isso, a Língua Portuguesa não é só nossa. Também é nossa. Pois no seu desenvolvimento a cada neologismo que aparece é o resultado do contato com outras línguas, e isso se aplica a qualquer idioma do mundo.
É uma pena que o demasiado ufanismo de alguns, tente se sobrepor à interação entre os povos, já que qualquer tentativa de colocar parênteses ao lado de um estrangeirismo não vai interferir na comunicação oral entre a população. O que evita que as pessoas pratiquem a xenofobia, citada no início desse texto.
Ora, sabemos que para a real integração entre as diversas nações, é necessário que várias culturas se miscigenem, completando assim as partes de um todo, e perceber que a cultura do outro não é melhor nem pior que a minha.
Se na variedade de conteúdo que encontramos na internet, encontramos estrangeirismos, é porque determinada informação foi transmitida a outros países com palavras dificilmente "traduzíveis".
É cabível lembrar também que nenhuma tradução é fiel ao seu sentido original, daí expressões como "high - tech" ou "design" perderem parte do seu sentido se traduzidas para outra língua.
Deve - se lembrar também que qualquer tentativa de manipular o que a imprensa transmite, é um atentado contra a liberdade de expressão, que é assegurada pela Constituição Federal, a imprensa tem o livre arbítrio - nem sempre tão bem utilizado - para escrever o que quiser, é claro, sem ferir os direitos individuais de cada um.
Chega até a ser risório que, caso a lei Aldo Rebelo seja aprovada, que a população deixará de usar estrangeirismos. Imagine uma dona de casa indo ao supermercado para comprar um sabonete LUX e se deparar com a palavra LUXO entre parênteses do lado.
Não devemos também esquecer que nenhuma língua é dona de si, ela é uma mistura com várias outras línguas surgidas antes. Por isso, a Língua Portuguesa não é só nossa. Também é nossa. Pois no seu desenvolvimento a cada neologismo que aparece é o resultado do contato com outras línguas, e isso se aplica a qualquer idioma do mundo.
É uma pena que o demasiado ufanismo de alguns, tente se sobrepor à interação entre os povos, já que qualquer tentativa de colocar parênteses ao lado de um estrangeirismo não vai interferir na comunicação oral entre a população. O que evita que as pessoas pratiquem a xenofobia, citada no início desse texto.
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